Kari Vieira

Minha foto
Rio de Janeiro , RJ, Brazil
Ôdekasa, é uma mania regional das pessoas baterem à porta das casas para pedirem informações... São peculiaridades dos "mineiros",das pessoas do interior, das pessoas simples e bem chegadas... O meu Ôdekasa é isso! Chegue mais, com um sorriso no rosto, a paz do interior, o jeito humilde e prestativo de lhe servir uma caneca de café, uma broa de milho, ouvir histórias, músicas, andar com pés no chão, e com uma ternura no olhar sempre! Toc Toc Toc... ÔdeKasa ! Sejam sempre bem vindos!

19 de dezembro de 2010

Para que serve um amigo?




Para que serve um amigo?


Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um disco, dar carona pra festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra. Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito. Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu último livro, "A Identidade", que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos. Verdade verdadeira. Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo construído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão. Veremos. Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos. Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta. Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país. Um amigo não dá carona apenas pra festa. Leva-te pro mundo dele, e topa conhecer o teu. Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o reveillon. Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado. Uma amiga não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador. Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém.

11 de dezembro de 2010

Amizade sem trato...

Dei pra me emocionar cada vez que falo dos amigos. Deve ser a idade, dizem que a gente fica mais sentimental. Mas é fato: quando penso no que tenho de mais valioso, os amigos aparecem em pé de igualdade com o resto da família. E quando ouço pessoas dizendo que amigo, mas amigo meeeesmo, a gente só tem dois ou três, empino o peito e fico até meio besta de tanto orgulho: eu tenho muito mais do que dois ou três. São uma cambada. Não é privilégio meu, qualquer pessoa poderia ter tantos assim, mas quem se dedica?Fulano é meu amigo, Sicrana é minha amiga. É nada. São conhecidos. Gente que cumprimentamos na rua, falamos rapidamente numa festa, de repente sabemos até de uma fofoca sobre eles, mas amigos? Nem perto. Alguns até chegaram a ser, mas não são mais por absoluta falta de cuidado de ambas as partes.Amizade não é só empatia, é cultivo. Exige tempo, disposição. E o mais importante: o carinho não precisa - nem deve - vir acompanhado de um motivo.As pessoas se falam basicamente nos aniversários, no Natal ou para pedir um favor - tem que haver alguma razão prática ou festiva para fazer contato. Pois para saber a diferença entre um amigo ocasional e um amigo de verdade, basta tirar a razão de cena. VOcê não precisa de uma razão. Basta sentir a falta da pessoa. E, estando juntos, tratarem-se bem.Difícil exemplificar o que é tratar bem. Se são amigos mesmo, não precisam nem falar, podem caminhar lado a lado em silêncio. Não é preciso trocar elogios constantes, podem até pegar no pé um do outro, delicadamente. Não é preciso manifestações constantes de carinho, podem dizer verdades duras, às vezes elas são necessárias. Mas há sempre algo sublime no ar entre dois amigos de verdade. Talvez respeito seja a palavra. Afeto, certamente. Cumplicidade? Mais do que cumplicidade. Sintonia? Acho que é amor. Só mesmo amando para você confiar a ele o seu próprio inferno. E para não invejarem as vitórias um do outro. Por amor, você empresta suas coisas, dá o seu tempo, é honesto nas suas respostas, cuida para não ofender, abraça causas que não são suas, entra numas roubadas, compreende alguns sumiços - mas liga quando o sumiço é exagerado. Tudo isso é amizade com trato. Se amigos assim entraram na sua vida, não deixe que sumam.Porém, a maioria das pessoas não só deixa como contribui para que os amigos evaporem. Ignora os mecanismos de manutenção. Acha que amizade é algo que vem pronto e que é da sua natureza ser constante, sem precisar que a gente dê uma mãozinha. E aí um dia abrimos a mãozinha e não conseguimos contar nos dedos nem dois amigos pra valer. E ainda argumentamos que a solidão é um sintoma destes dias de hoje, tão emergenciais, tão individualistas. Nada disso. A solidão é apenas um sintoma do nosso descaso...
Martha Madeiros

5 de novembro de 2010

Não restrinja a criatividade a nada em especial...



Criatividade não tem nada a ver com nenhum tipo de atividade especial, com pintura, poesia, dança, canto — não tem nada a ver com nada em especial. Qualquer coisa pode ser criativa; é você que confere essa qualidade à atividade.
A atividade em si não é algo criativo nem sem criatividade. Você pode pintar um quadro sem criatividade, você pode limpar o piso sem criatividade, você pode cozinhar sem criatividade.
Criatividade é a qualidade que você acrescenta à atividade que você está realizando. Ela resulta de uma atitude, de uma abordagem íntima — de como você vê as coisas.
Portanto, a primeira coisa a lembrar é: não restrinja a criatividade a nada em especial. É a pessoa que é criativa — e, se a pessoa é criativa, qualquer coisa que ela faça...
Mesmo quando ela anda você vê que em seu jeito de andar há criatividade. Mesmo quando ela senta em silêncio, sem fazer nada — mesmo sua inatividade será uma atitude criativa.
O Buda sentado sob a figueira sem fazer nada revela-se como o maior criador que o mundo conheceu.
Quando você entender isso — que é você, a pessoa, que é criativa ou sem criatividade — então o problema de sentir-se como se você fosse alguém sem criatividade desaparece.
Nem todo mundo pode ser pintor — e também não há necessidade disso. Se todos fossem pintores, o mundo seria muito ruim; seria difícil viver! Nem todo mundo pode ser dançarino, e não há necessidade disso. Mas todos podem ser criativos.
Qualquer coisa que você faça, se a fizer com alegria, se a fizer com amor, se a sua razão de fazê-la não for puramente econômica, ela será criativa. Se algo cresce demais dentro de seu ser, se ele o faz crescer, ele é espiritual, ele é criativo, ele é divino.
Você se torna mais divino à medida que se torna mais criativo. Todas as religiões do mundo têm dito que Deus é o criador. Não sei se ele é o criador ou não, mas uma coisa eu sei: quanto mais sua criatividade aumenta, mais divino você se torna.
Quando sua criatividade atinge o auge, quando toda a sua vida se torna criativa, você vive em Deus. Assim, ele deve ser o Criador, pois as pessoas criativas são as que mais próximo dele estão...


eu e meu blog com amor ....
Kari

18 de outubro de 2010

Hachito a dog's story...

Moçada!
Depois de tempos sem escrever, volto ao meu blog querido para escrever um pouquinho. Fui passar umas férias na casa de uma amiga...
Longe, peguei o primeiro vôo, para estar bem cedo por lá e já começar a terapia de grupo! Grupo de amigos...(a melhor que existe!)
 Foi uma maravilha! Curti muito, sentia o mar todos os dias, durmia com o barulho das ondas dentro do quarto, pegamos estrada, nada de muita bagagem,nada de muito rumo , porém a alma estava plena....procurava  uma quietude dentro de mim que já deveria tê-la há tempos, estava precisando pensar, ver e sentir outros ares...sabia que uma grande mudança estava vindo à tona, (a gente sente realmente qdo algo muda dentro de nós e que dalí em diante, eu não seria a mesma em determinados assuntos). Opa, amadurecimento? Bom, eu sabia que bons ventos estavam a caminho...Bons ventos internos,  brisa matinal , com cheiro de mar, limpando meu interior, levando os antigos furacões que alí havia passado, que não voltaria mais... Nunca mais! Bom,  pedi a Deus a razão e compreensão  e alí estava eu, de volta com a sorriso nos lábios e brilhos nos olhos... Aff, será que estou me fazendo entender? O tempo estava frio, garoava todos os dias, ví o mar em todoas as mudanças, ondas de todos os tamanhos, surfistas de grandes ondas e de marolas...e alí refletia todos os dias...na Praia de Itaparica... Então alguns dias ficamos no delicioso salão e "home theater" da Elvinha vendo filmes com pipoca, brigadeiro, Açaí, (dieta pura!) risadas, e o Look me pedindo para jogar o osso! (Look, o Lhasa mais delicioso e cheiroso, meigo que tive contato, rs)
Uma das coisas simples e deliciosas da viagem foi ver este filme do ano passado, mas que me emocionou de quase desidratar (rs). Acho que juntou  o momento interior, com a história do filme... a tamanha lealdade, mas pura no sentindo da palavra...
Como todos sabem, eu sou louca por cachorros,  ajudei muita gente com essa terapia: Cachorro!  Ficamos  ser humano melhores com esses bichos! Sim, o Amor Incondicional! Nos faz tão bem, ... bichos são fundamentais na nossas vidas...
Não deixem de ver este filme, essa história verídica, de Hachi, o cão que esperou 11 anos e 4 meses o seu dono voltar de uma Estação de Trem....Uma lealdade sem tamanho!
Beijos e deixo aqui um pouquinho da história do filme...
********************************************************

Hachiko era um Akita que pertencia a um professor universitário, chamado Eizaburo Ueno, que morava em um subúrbio de Tokyo, perto da estação de Shibuya. Todas as manhãs Hachiko acompanhava seu dono no percurso de casa à estação de trem, voltando no final da tarde para acompanhá-lo na volta para a casa.


No dia 21 de maio de 1925, Hachiko, que tinha tinha apenas um ano e meio, estava na estação como de costume esperando seu dono chegar no trem das 16 horas. Porém, naquele dia o Professor Ueno não voltou, porque tinha sorfrido um derrame fatal na Universidade.


Após a morte do Professor, seus parentes e amigos passaram a cuidar do cão, mas Hachiko continuava indo todos os dias à estação de Shibuya para esperar seu dono voltar do trabalho. Muitos anos se passaram e mesmo com dificuldades para andar em decorrência de problemas de saúde, Hachiko mantinha sua rotina diária à estação. Sua vigília durou até o dia 7 de Março de 1934, quando já com 11 anos e 4 meses foi encontrado morto no mesmo lugar onde esperou pelo seu dono por tantos anos.


A memória de Hachiko foi imortalizada em uma pequena estátua de bronze colocada na estação de Shibuya, local onde ele morreu.



Durante a 2ª Guerra Mundial, todas as estátuas foram confiscadas e derretidas, incluindo a de Hachi-Ko. Em 1948 o filho do escultor da estátua original foi contratado para criar uma réplica dessa estátua, que foi colocada no mesmo lugar da anterior e atualmente, todos que passam pela estação de Shibuya em Tokyo podem ver a imponente estátua de Hachiko, eternizando uma das maiores paixões de um cão por seu dono e atestando a incrível lealdade da raça.


Fonte: Dog Times




A história original de Hachiko foi contada em um filme japonês de 1987, chamado Hachiko monogatari. A versão americana (Hachiko: a dog’s story), com Richard Gere, transpôs o drama para Rhode Island. A sua estréia no Japão se deu em 08 de agosto de 2009. Nos Estados Unidos, o filme foi exibido nos dias 13 e 14 de junho, no Festival de Cinema Seattle International Film Festival. Teve sua pré-estréia no Brasil no dia 29 de setembro de 2009, sendo um dos filmes do Festival do Rio.


 sabe qual será o nome do meu próximo cão? rs

14 de setembro de 2010

Deixe que haja espaços - (Palavras de Osho)


Em O Profeta, de Kahlil Gibran, Almustafá diz:



Deixem que haja espaços na união entre vocês.

E deixem que os ventos dos céus dancem entre vocês.


Amem um ao outro, mas não tornem o amor uma obrigação;


Ao contrário, deixem que ele seja um mar em movimento entre


as praias de suas almas.


Se a união entre vocês não for fruto da sensualidade, seu amor irá se aprofundar a cada dia. A sensualidade reduz tudo, pois a biologia não se importa se vocês permanecerão juntos ou não. Ela está interessada na reprodução e, para isso, o amor não é necessário. Você pode continuar produzindo filhos sem amor.


Observei todos os tipos de animais. Vivi em florestas, em montanhas, e constantemente ficava perplexo: sempre que eles tinham relações sexuais, pareciam muito tristes. Nunca vi animais tendo relações sexuais com alegria; é como se alguma força desconhecida os estivesse pressionando a fazer aquilo. Não é a partir de suas próprias escolhas, de suas liberdades, mas de suas escravidões. Isso os deixa tristes.


O mesmo observei com os seres humanos. Vocês já viram marido e mulher na rua? Você pode não saber se eles são casados, mas, se ambos estiverem tristes, pode estar certo de que são.


Eu viajava de Déli para Srinagar. No meu compartimento com ar condicionado havia apenas dois assentos e um estava reservado para mim. Um casal veio, uma bela mulher e um jovem e belo homem. Ambos não podiam se acomodar num só assento, então ele deixou a mulher e foi para um outro compartimento. Mas ele vinha a cada parada, trazendo doces, frutas, flores.


Eu observava toda a cena e perguntei à mulher: "Há quanto tempo vocês estão casados?"


Ela respondeu: "Uns sete anos."


Eu disse: "Não minta para mim! Você pode enganar qualquer outro, mas não pode me enganar. Vocês não são casados."


Ela ficou chocada. De um estranho, a quem nada falou e que estava simplesmente observando... Ela perguntou: "Como você descobriu?"


Respondi: "Não tem mistério, é simples. Se ele fosse o seu marido, depois de ir embora, se ele voltasse quando chegasse a estação em que vocês deveriam descer, você seria uma felizarda!"


Ela disse: "Você não me conhece e eu não o conheço, mas o que você está dizendo está certo. Ele é meu amante, é o marido de uma amiga minha."


Eu disse: "Então, tudo faz sentido..."


O que há de errado entre maridos e mulheres? Não se trata de amor e todos o aceitaram como se soubessem o que é o amor. É pura sensualidade. Logo vocês ficam saturados um do outro. Para a reprodução, a biologia o enganou e, logo, não haverá nada de novo... a mesma face, a mesma geografia, a mesma topografia. Por quantas vezes você a explorou? Todo o mundo está triste devido ao casamento e o mundo ainda permanece inconsciente da causa.


O amor é um dos fenômenos mais misteriosos. Almustafá está falando sobre esse amor. Você não pode se entediar, porque ele não é sensualidade.


Almustafá diz: Deixem que haja espaços na união entre vocês.


Fiquem juntos, mas não tentem dominar, não tentem possuir e não destruam a individualidade do outro.


Se vocês moram juntos, deixem que haja espaços... O marido chega tarde em casa; não há motivo, não há necessidade para a esposa indagar onde ele esteve, por que ele veio tarde. Ele tem seu próprio espaço, ele é um indivíduo livre. Dois indivíduos livres estão vivendo juntos e não transgridem o espaço um do outro. Se a esposa chega tarde, não há necessidade de perguntar: "Onde você esteve?" Quem é você? Ela tem seu próprio espaço, sua própria liberdade.


Mas isso está acontecendo todos os dias, em todos os lares. Eles brigam por causa de picuinhas, mas, no fundo, o ponto é que eles não estão dispostos a permitir que o outro tenha o seu próprio espaço.


Os gostos são diferentes. Seu marido pode gostar de algo que você não gosta. Isso não significa que este seja o começo de uma briga, de que por serem marido e mulher seus gostos deveriam também serem os mesmos. E todas essas questões... Passa na mente de todo marido que volta para casa: "O que ela vai perguntar? Como vou responder?" E a mulher sabe o que ela vai perguntar e o que ele vai responder, e todas essas respostas são falsas, fictícias. Ele a está enganando.


Que tipo de amor é esse, que está sempre suspeitando, sempre com medo do ciúme? Se a mulher o vê com outra mulher, rindo e conversando, isso é suficiente para destruir toda a sua noite. Você se arrependerá; isso é demais para uma pequena risada. Se o marido vê a esposa com outro homem e ela parece estar mais alegre, mais feliz, isso é suficiente para criar um tumulto.


As pessoas não estão cientes de que não sabem o que é o amor. O amor nunca suspeita, nunca é ciumento, nunca interfere na liberdade do outro, nunca se impõe ao outro. O amor dá liberdade, e a liberdade é possível somente se houver espaços na união entre vocês.


Essa é a beleza de Kahlil Gibran... um imenso discernimento. O amor deveria ficar feliz ao ver a esposa feliz com alguém, porque o amor deseja que ela seja feliz. O amor deseja que o marido seja alegre. Se ele estiver simplesmente conversando com uma mulher e se sente alegre, a esposa deveria ficar feliz, e aí não cabem desavenças.


Eles estão juntos para tornarem as suas vidas mais felizes, porém justamente o oposto acontece. Parece que o marido e a mulher estão juntos apenas para tornar a vida um do outro infeliz, arruinada. A razão é: eles não entendem nem mesmo o significado do amor.


Mas deixem que haja espaços na união entre vocês... Isso não é contraditório. Quanto mais espaço vocês derem um ao outro, mais juntos estarão. Quanto mais vocês permitirem a liberdade um do outro, mais íntimos serão. Não inimigos íntimos, mas amigos íntimos.


E deixem que os ventos do céus dancem entre vocês.


Esta é uma lei fundamental da existência: estar juntos demais, não deixando espaço para a liberdade, destroça a flor do amor. Você a esmagou, não lhe deu espaço para crescer.


Os cientistas descobriram que os animais têm um limite territorial. Você deve ter visto cães urinando nesse e naquele poste. Você acha que isso é inútil? Não é. Eles estão traçando os limites — "este é meu território." O cheiro de sua urina impedirá que um outro cachorro entre ali. Se um outro cachorro chegar perto do limite, o cachorro a quem o território pertence não se importará; porém, apenas um passo a mais e haverá briga.


Todos os animais selvagens fazem o mesmo. Até um leão, se você não cruzar a fronteira dele, ele não o atacará — você é um cavalheiro. Mas, se você cruzar a fronteira dele, não importa quem você seja, ele o matará.


Ainda precisamos descobrir os limites territoriais dos seres humanos. Você já deve ter sentido esses limites, mas eles ainda não foram cientificamente estabelecidos. Ao andar num trem metropolitano, numa cidade como Mumbaim, o trem fica lotado... as pessoas estão em pé, muito poucas conseguem se sentar. Observe as pessoas que estão em pé — embora elas estejam muito próximas, estão tentando de todas as maneiras não tocarem umas nas outras.


À medida que o mundo fica mais superpovoado, mais e mais pessoas ficam insanas, cometem suicídio, assassinatos, pela simples razão de não terem espaço para si mesmas. Pelo menos as pessoas que amam deveriam ser sensíveis; saber que a esposa precisa de seu próprio espaço, da mesma maneira que você precisa de seu próprio espaço.


Um dos meus livros mais estimados é o de Rabindranath Tagore, Akhari Kavita, "O Último Poema". Ele não é um livro de poesia, e sim um romance, mas um romance muito estranho, muito penetrante.


Uma jovem e um homem se apaixonam e, como costuma acontecer, imediatamente querem se casar. A mulher diz: "Somente com uma condição..." Ela é muito culta, muito sofisticada e rica.


O homem diz: "Qualquer condição é aceitável, mas não posso viver sem você."


Ela diz: "Primeiro ouça a condição, então pense a respeito. Não se trata de uma condição comum. A condição é que não viveremos na mesma casa. Tenho muitas terras, um lindo lago circundado por árvores, jardins e prados. Numa margem do lago farei uma casa para você, exatamente do lado oposto à minha."


Ele perguntou: "Então, qual é o sentido do casamento?"


Ela respondeu: "Assim, o casamento não nos destruirá. Estou lhe dando o seu espaço, eu tenho o meu próprio. De vez em quando, ao caminharmos no jardim, poderemos nos encontrar. De vez em quando, andando de barco no lago, poderemos nos encontrar — acidentalmente. Ou, algumas vezes, posso convidá-lo para tomar chá comigo, ou você pode me convidar."


O homem comentou: "Essa é uma ideia muito absurda."


A mulher disse: "Então, esqueça o casamento. Essa é a única ideia correta; somente assim nosso amor poderá continuar a crescer, porque sempre permaneceremos frescos e novos. Nunca tomaremos o outro como algo garantido. Tenho todo o direito de recusar sua proposta, como você tem todo o direito de recusar a minha; em nenhuma das maneiras as nossas liberdades serão desrespeitadas. Entre essas duas liberdades cresce o belo fenômeno do amor."


É claro que o homem não conseguiu entender e abandonou a ideia de casamento. Rabindranath tem o mesmo discernimento que Kahlil Gibran... e eles escreveram praticamente na mesma época.

Se isso for possível, ter espaço e ao mesmo tempo convivência, os ventos dos céus dançam entre vocês.


Amem um ao outro, mas não tornem o amor uma obrigação. Ele deveria ser uma dádiva gratuita, dada ou recebida, mas não deveria haver exigências. Do contrário, muito em breve você estarão juntos, mas tão separados quanto estrelas distantes. Nenhum entendimento criaria uma ponte entre vocês; você não deixou espaço nem mesmo para a ponte.


Ao contrário, deixem que ele seja um mar em movimento entre as praias de suas almas.


Não o torne algo estático, não faça dele uma rotina. Ao contrário, deixem que ele seja um mar em movimento entre as praias de suas almas.


Se a liberdade e o amor puderem ambos serem seus, você não precisará de mais nada. Você conseguiu aquilo para o qual a vida lhe foi concedida.

Osho, em "Amor, Liberdade e Solitude:
 Uma Nova Visão Sobre os Relacionamentos

2 de setembro de 2010

Algumas coisas da Infância...




Tudo o que hoje preciso realmente saber, sobre como viver, o que fazer e como ser, eu aprendi no jardim de infância. A sabedoria não se encontrava no topo de um curso de pós-graduação, mas no montinho de areia da escola de todo dia.


Estas são as coisas que aprendi:


1. Compartilhe tudo;


2. Jogue dentro das regras;


3. Não bata nos outros;


4. Coloque as coisas de volta onde pegou;


5. Arrume sua bagunça;


6. Não pegue as coisas dos outros;


7. Peça desculpas quando machucar alguém; mas peça mesmo !!!


8. Lave as mãos antes de comer e agradeça a Deus antes de deitar;


9. Dê descarga; (esse é importante)


10. Biscoitos quentinhos e leite fazem bem para você;


11. Respeite o limite dos outros;


12. Leve uma vida equilibrada: aprenda um pouco, pense um pouco... desenhe... pinte... cante... dance... brinque... trabalhe um pouco todos os dias;


13. Tire uma soneca a tarde; (isso é muito bom)


14. Quando sair, cuidado com os carros;


15. Dê a mão e fique junto;


16. Repare nas maravilhas da vida;


17. O peixinho dourado, o hamster, o camundongo branco e até mesmo a sementinha no copinho plástico, todos morrem... nós também.


Pegue qualquer um desses itens, coloque-os em termos mais adultos e sofisticados e aplique-os à sua vida familiar, ao seu trabalho, ao seu governo, ao seu mundo e vai ver como ele é verdadeiro, claro e firme. Pense como o mundo seria melhor se todos nós, no mundo todo, tivéssemos biscoitos e leite todos os dias por volta das três da tarde e pudéssemos nos deitar com um cobertorzinho para uma soneca. Ou se todos os governos tivessem como regra básica, devolver as coisas ao lugar em que elas se encontravam e arrumassem a bagunça ao sair. Ao sair para o mundo é sempre melhor darmos as mãos e ficarmos juntos. É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão.
"O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem souber ver"...

(Pedro Bial)

Olha as eleições galera...pensem bem em quem votar! bjs

23 de agosto de 2010

Não quero...



Não quero alguém que morra de amor por mim...
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim...
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível...
E que esse momento será inesquecível...

Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...
E poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento...
E não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe... Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas...
Que a esperança nunca me pareça um "não" que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como "sim".
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ela é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros...
Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.


[Mário Quintana]

9 de agosto de 2010

A arte de ouvir a madrugada do lado de fora da janela...



Descobri uma utilidade para os grilos que ouço nas noites de insônia. Eles são meus aliados na tarefa de classificar madrugadas. Para perceber essa utilidade, é preciso levar em conta que só existem dois tipos de madrugadas: aquelas em que conseguimos ouvir os sons que vêm do outro lado da janela e aquelas em que, mesmo acordados, temos a impressão de que nada existe fora do quarto. Os grilos são arautos das madrugadas em que estamos atentos ao lado de fora da janela. Nessas madrugadas também podemos ouvir o vento e aprender a classificar os tipos de zumbido que o silêncio faz em torno do ouvido. Se tivermos paciência, talvez até consigamos captar no vazio o eco das coisas marcantes que um dia ouvimos e nos pareciam perdidas na distância dos anos...

beijos ,
Kari

3 de agosto de 2010

Respirar no amor... (Osho)


  (Uma homenagem a Jayminho...) 

O amor saudável ! O amor desprentecioso ! O amor com liberdade!
 O amor é sempre novo. Ele nunca envelhece porque é não-cumulativo, não-armazenador.

O amor não conhece nenhum passado; é sempre fresco, tão fresco como as gotas de orvalho. Ele vive momento a momento, é atômico. Não tem nenhuma continuidade, não conhece nenhuma tradição.

Cada momento ele morre e cada momento ele renasce novamente. É como a respiração: você inspira, você expira; de novo você inspira e expira. Você não o guarda dentro.

Se você segurar a respiração você irá morrer porque ela se tornará viciada, ela se tornará morta. Ela irá perder aquela vitalidade, a qualidade da vida. O mesmo acontece com o amor; ele está respirando; a cada momento ele se renova. Então quando ficamos presos no amor e paramos de respirar, a vida perde toda significância.

E é isso que está acontecendo com as pessoas: a mente é tão dominante que ela até mesmo influencia o coração e o torna possessivo! O coração não conhece nenhuma possessibilidade, mas a mente o contamina, o envenena.

Então se lembre: apaixone-se pela existência! E deixe que o amor seja como o respirar. Inspire e expire, mas deixe que seja o amor entrando, saindo. Pouco a pouco a cada respiração você precisa criar essa mágica de amor.

Torne isso uma meditação: quando você expirar, sinta que você está derramando seu amor na existência; quando você inspirar, a existência está derramando seu amor em você. E logo você verá que a qualidade da sua respiração está mudando, assim ela começa a ficar algo totalmente diferente daquilo que você sempre conheceu antes.

Eis porque na Índia a chamamos de o prana da vida, não é apenas respirar, não é somente oxigênio. Algo mais está lá presente, a própria vida.

24 de julho de 2010

História do Surf no Brasil


No Brasil, as primeiras pranchas, então chamadas de "tábuas havainas", foram trazidas por turistas. A história começa em 1938 com a, provavelmente, primeira prancha brasileira, feita pelos paulistas Osmar Gonçalves, João Roberto e Júlio Putz, a partir da matéria de uma revista americana, que dava medidas e o tipo de madeira a ser usada. Pesava 80 kg e media 3,6 m. Em 1950, os cariocas Jorge Grande, Bizão e Paulo Preguiça, construíram uma prancha de madeira, inspirados nas pranchas de balsa que um piloto comercial americano da rota Hawaii-Rio, trazia em suas viagens. Não tinham flutuação nem envergadura. Em 1962, enquanto no Rio o Sr. Moacir criou uma técnica para dar envergadura aos pranchões, em SP, Homero Naldinho, com 14 anos, fazia suas madeirites que mediam apenas 2,2m (o tamanho das Minimodels, que surgiram somente em 1967), pois as placas de madeirite tinham esse tamanho.

Em 1963, George Bally e Arduíno Colassanti, começaram a shapear as primeiras pranchas de isopor. Com uma lixa grossa presa a uma madeira, levavam dois dias para fazer uma prancha. A referência era uma foto de revista.
Em 1964, Mário Bração e Irencir, conheceram o australiano Peter Troy, que trouxe outlines (templates) e noções de shapear de seu país. Ainda usava o madeirão como lixa, o ralador de côco e a grosa. Mais tarde apareceu o "Suform" importado, mas o bloco ainda era de isopor. Enquanto isso, em SP, Homero fazia as primeiras pranchas de madeira oca. Inspirado em pranchões gringos.

Em 1965, o Cel Parreiras fundou a primeira fábrica de pranchas no Brasil: a São Conrado Surfboard, no RJ. Parreiras adaptou para o shape uma técnica usada no aeromodelismo: após colar a longarina com a curva desejada, usava fio quente para cortar o fundo e o deck acompanhando a curva da longarina. A seguir cortava o outline e dava o finish. Seus shapers Mário Bração e Ciro Beltrão. Mais tarde, Carlos Mudinho também passou a shapear na São Conrado.

Enquanto isso, em SP, além de Homero, Eduardo Faggiano, o Cocó, Nelsinho e Lagartixa, faziam pranchões de madeira envergados com calor. Mas logo aderiram ao isopor e a técnica do fio quente, a exemplo de pioneiro Parreiras.

Em 1967, Penho volta do Hawaii, trazendo a primeira plaina Skill e a técnica de shapear. Porém, as minimodels haviam acabado de surgir e ninguém sabia exatamente o que shapear. Faziam-se miniguns e minipranchões, mas nada com embasamento teórico. Nessa época surgiram os shapers Miçari, Rico, Wanderbilt, Tito Rosemberg, Marcelo "Caneca", Otávio Pacheco, Maraca, Zeca Guaratiba, Isso Amsler, Paulo Aragão e Dentinho.

Em 1969, o Cel. Parreiras, lança o poliuretano branco com química importada Clark Foam. Paralelamente, Homero cria a primeira fábrica de pranchas de SP e passa a comprar blocos Clark Foam do Cel. Parreiras. Inovador, Homero alcançou popularidade em todo o Brasil. Além de ter criado, provavelmente, a primeira máquina de shape do mundo, dava garantia de 1 ano para suas pranchas modelo Homero Luxo e de 6 meses para o modelo "Superlight".

Nessa mesma época, Tito Rosemberg voltava da Europa e EUA, com um Know-How bastante avançado para a época, passando a dividir o mercado brasileiro com Homero.

Em 1970, o surf explodiu, e a moda era shapear a própria prancha. Surgiram então muitos nomes: No Rio, Bocão e Betão, Pepê Lopes e Jorge Pritman, Lype Dylong, Daniel Friedman, Ricardo Bravo, e mais tarde Heinrich Reinhard, Heitor Fernandes, Italo Marcelo, Gustavo Kronig e Victor Vasconcelos. Entre outros. Em SP, Guto Navarro (Maui) Eduardo Argento (Twin), Brito (Moby), Flávio La Barre. Longarina, Paulo Rabello, Pascoal, Jorge Português, Jorge Limoeiro, e mais tarde Almir Salazar, entre outros.






Autor: Adriana Fernandes

Data: 8/6/2001

E pra quem gosta e curte como eu...aí vai um site maneiríssimo: Siebert Woodcraft Surfboards, com sede em Floripa, é especializadas em pranchas de surf construidas 100% em madeiras. Veja o site, é luxuoso!
http://www.siebertsurfboards.com/

bjs !

12 de julho de 2010

O colorido Odekasa por Ynon Mabet .








Lindas fotos...
Não consegui descobrir a biografia do fotógrafo..se alguém descobrir...me mande o link!
Odekasa é isso,rs !
bjs,
kari

11 de julho de 2010

Florais para animais de estimação...




Na hora de sair, seja para o trabalho, para um passeio ou para uma viagem, observe seu cão. Sua carinha triste, seu rabinho baixo entre as pernas... Lá vai ele para debaixo da mesa, da cadeira ou outro cantinho qualquer. Chega a doer o coração só de olhar...


Essa é uma cena comum e diária. Basta você começar aquela movimentação de troca de roupas e sapatos, o ato de pegar bolsa ou a mala, preparando-se para sair de casa e pronto: a cena se repete e o cãozinho prevendo que ficará longe do seu dono começa a demonstrar os sinais da sua insatisfação.
No fundo eles até sabem que você vai voltar, mas é tão difícil essa separação que muitas vezes eles deixam de se alimentar ou de beber água até que você volte. Outras vezes eles ficam tão ressentidos que parecem querer demonstrar que estão insatisfeitos mudando de atitude, praticando alguma traquinagem, destruindo o pé da cadeira, roendo o chinelo ou fazendo xixi bem no tapete da sala.
Vale a pena descobrir se o comportamento do seu cão tem algo a ver com seu modo de sentir ou agir. A sensibilidade e fidelidade dos cães podem se traduzir através de comportamentos, sentimentos, atitudes e reações muito parecidos com os do próprio dono. Quando você está feliz e eufórico, repare que o seu cão parece compartilhar dessa alegria, saltitando e balançando o rabo num ritmo bem mais rápido que o normal. Se, entretanto, você está tenso, preocupado ou triste, é provável que o seu cão se mostre mais carinhoso só para lhe agradar ou simplesmente fique quietinho em um canto da casa, como um fiel amigo, sofrendo junto com você, como se essa atitude pudesse amenizar sua tristeza.

É muito importante que estejamos conscientes que os animais reagem em resposta à forma pela qual nos relacionamos com eles. Os donos de animais costumam tratá-los de formas diferentes, dependendo de como eles os vêem. Enquanto alguns os tratam como filhos ou como um meio de obter atenção e prestígio, outros os tratam como um guardião protetor ou ainda como um companheiro que preenche o vazio da solidão.

A variação de humor do cão, o relacionamento dele com os outros animais ou com os seres humanos, a mudança de hábitos e as emoções demonstradas, como medo, raiva, indecisão e insegurança, podem ser resultado da maneira como ele é tratado ou de como ele é influenciado pelas reações do dono. Um cão que se mostra agressivo pode estar reagindo assim por vivenciar atitudes agressivas de seu dono.

Para o tratamento de problemas emocionais, as essências florais podem ser um auxílio. De modo geral, as pessoas respondem muito bem ao tratamento com florais. No entanto, as crianças e os animais são ainda mais sensíveis a esse tratamento, apresentando respostas muito positivas e mais rápidas. Os cães podem ser tratados com essências florais selecionadas de acordo com o temperamento e comportamento natural que apresentam, normalmente próprios da raça ou das características individuais do animal. Essas essências visam equilibrar os distúrbios comportamentais dos cães, mas devem ser associadas a outras essências que auxiliam no tratamento do estado de humor do animal. Ao tratarmos dos problemas do humor estaremos prevenindo possíveis desequilíbrios orgânicos - que muitas vezes podem ser o gatilho para o aparecimento de doenças.

Você poderá pingar 4 gotinhas na boca do animal de 2 a 4 vezes ao dia ou pingar as 4 gotinhas na água que ele bebe diariamente. Pingue as 4 gotinhas cada vez que trocar a água da vasilha. O tratamento deverá durar por 30 dias.

Para o cão muito apegado, que se entristece só de ver o dono se arrumar para sair, uma boa opção é utilizar uma fórmula dos florais de Bach com as essências Chicory e Willow.

Para o cão que vive se lambendo e chega a machucar as patas por mordiscá-las freqüentemente a essência Crab Apple é a mais indicada, podendo ser usada junto com a essência White Chestnut, principalmente se o animal fica sozinho o dia todo.

Para o cão que se irrita ou se aborrece com facilidade, não tolera a aproximação de outros animais ou de pessoas desconhecidas, a indicação mais adequada é da essência Beech.

Como vcs sabem... eu amo minha cadela Baduh!
Aliás, já fiz alguns  dos meus amigos se curarem ...Amigos que eram tímidos começaram a se sosiabilizar melhor, começaram a demonstrar mais sentimentos... depois  do seu primeiro cão... Acredito muito nisso...
O cão amigo, cura muita coisa, mágoas, sofrimentos, solidão, carência...e muito mais ... o melhor é que é incondicional...Nada é cobrado..é uma alegria enorme pra mim.
Eu realmente amo minha Baduh, e outros cachorros de amigos....o cachorro é seu amigo em todos os momentos ...ele sabe partilhar muito bem.
To morrendo de saudades da minha, que não se adaptou em Niterói...corro 380 km só para estar ao lado dela,fico em casa...meus amigos é que vão a minha procura...sabem, que ela é primeiro lugar! Estar na minha casa , com a minha cachorra é a minha maior felicidade!
bom domingo...
Vou à procura de alguma coisa para postar....
bjs

8 de julho de 2010

Meu Parceiro...Meu Herói !

13 anos sem vc...
Sempre senti muita vontade de escrever sobre meu pai...ele se foi há um tempo...tinha só 51 anos...e não foi uma boa idéia...
 O faço agora, com um nó na garganta ...

Meu pai: alegre, sensível, pisciano, como eu , inteligente, emotivo, honesto.
Generoso, trabalhador, e muito gosto pela vida e pela cerveja, filho de portugueses/espanhóis, me fez nascer e meu deu genéticamente tudo para ser generosa. Educou-me com um rigor nada militar,(rs) totalmente travesso, mas respeito pelos outros e pelo espaço dos outros. Me ensinou a comer de tudo.Me deu carinho. Me deu valores. Me deu coragem e disposição para a vida. Me ensinou a gostar de Natal e me deu inesquecíveis festinhas de aniversário que eu amava! Com churrascos, docinhos feitos em casa, refrigerante de garrafa grande(coca cola litro de vidro!) e muitos amigos adultos e crianças, primos, etc...

Era um homem humilde... Um real Oficial de Justiça!
Comunicativo e carismático, todos o amavam sinceramente... e a sua prosa fácil; minha mãe sempre brigava com ele que saía pra fazer uma comprinha a toa e se enroscava pela rua conversando com os outros e bebia aqui e ali...
 Nunca apanhei dele, (não sei como...rs)mas às vezes encontrava “outro lado do Carlinhos”, era como se chamava.

Pai querido como te amo!

Até na hora da tua morte aprendi com o senhor. Aprendi a ficar centrada no momento presente, a controlar minhas emoções e ansiedades, a entender as loucuras familiares , a conviver com o sofrimentos alheios ,e estender a mão sempre aos que precisavam mais que a gente, a superar a mim mesma, minhas necessidades pessoais, e a ter compaixão!

Pai eu queria ter um coração do tamanho do Planeta Terra pra te dizer fortemente, intensamente, como te amo!

Como te agradeço tudo que me ensinastes e me deixastes como legado pessoal. Como faria qualquer coisa para te poupar de qualquer sofrimento e prorrogar tua vida...

Aceito tua morte apesar de sofrer a tua perda.Sei e sinto que está comigo, nas minhas lutas diárias,Sei que é natural, todos passaremos por isso, é certo, mas sua morte foi muito intensa pra mim. Não sou mais a pessoa de antes.  Sou um novo ser depois dessa experiência... e logo depois veio mais um grande baque..o Jayminho,meu marido...

Sei que de algum modo, em algum lugar estará e receberá minha homenagem desta carta que publico para que outros a vejam e que expressa meu amor sincero.

Todos os Natais são diferente sem vc...Não acho mais graça no Natal . Venho aprendendo a me virar nesse mundão sem a sua referência afetiva... que me era tão vital.

Mas vamos lá, coragem!!! Mais uma das qualidades que o senhor me deu, coragem, vamos em frente, vamos buscar a força onde ela estiver, e geralmente é no coração que se encontra.
Espero que se encontre num Plano espiritual de Luz, como acreditamos os Kardecistas .Faço preces diárias e dedicarei os méritos ao senhor e minha mãe e a todos os seres.

Sua bênção pai, da tua filha Karina ( Lila).

                                    Pai com a primeira neta Victória...
                                                                       (Foto: Tio Hellen)






25 de junho de 2010

Mudanças...

Sinto como se um furacão que vi crescer, que alimentei,
que desejei chegar, me cobrisse e me sacudisse,tivesse passado, simplesmente passado por mim.
Me deixo ser tomada pelo silêncio...Tô respirando de novo porque sei que o furacão vai voltar, de uma forma diferente...E dessa vez como todas as outras, vou me preparar como posso pra não perder nada...
Ah! É muito bom ter o controle de tudo(quase sempre) e conseguir manter o equilíbrio...mas melhor ainda é conseguir não ser racional, viver tudo com intensidade e ainda sim ter equilíbrio.
O que busco saber nesse momento é como faço pra gerar mais energia e não ficar preocupada em gastar demais...pra que eu tenha sempre bastante pra canalizar no que desejo,( e olha..vem uma nova fase maravilhosa por aí)!


Quero viver, quero me misturar com as pessoas, quero fazer sempre amigos, quero estar sempre acesa pra vida, quero conhecer novos lugares e culturas, quero fazer amor, quero surfar, quero me movimentar, quero cantar alto,quero vento no rosto, quero estar sempre apaixonada, quero ajudar meus amigos e família, quero me harmonizar com os milagres da natureza, quero acordar sempre sorrindo, quero estar aberta pro mundo, quero viver e ser o mundo...rs
Sinto que já tenho muita coisa...
uhuu! Bora lá...que a vida Urge!
beijos pra todos...

22 de junho de 2010

Festival Internacional de Cultura e Gastronomia de Araxá.

Mostras de Artes Plásticas...
Chefes de Araxá  ,preparando um prato com carneiro...
As degustações dos vinhos foram maravilhosas...

14 de junho de 2010

Você é feliz?


Durante um seminário para casais, perguntaram a uma das esposas:

- ‘Seu marido lhe faz feliz? Ele lhe faz feliz de verdade?’

Neste momento, o marido levantou seu pescoço, demonstrando total segurança. Ele sabia que a sua esposa diria que sim, pois ela jamais havia reclamado de algo durante o casamento. Todavia, sua esposa respondeu a pergunta com um sonoro ‘NÃO’, daqueles bem redondos!

- ‘Não, o meu marido não me faz feliz’! (Neste momento o marido já procurava a porta de saída mais próxima).

- ‘Meu marido nunca me fez feliz e não me faz feliz! Eu sou feliz’.

E continuou:

- O fato de eu ser feliz ou não, não depende dele; e sim de mim. Eu sou a única pessoa da qual depende a minha felicidade.

Eu determino ser feliz em cada situação e em cada momento da minha vida, pois se a minha felicidade dependesse de alguma pessoa, coisa ou circunstância sobre a face da Terra, eu estaria com sérios problemas.

Tudo o que existe nesta vida muda constantemente: o ser humano, as riquezas, o meu corpo, o clima, o meu chefe, os prazeres, os amigos, minha saúde física e mental. E assim eu poderia citar uma lista interminável. Eu decido ser feliz!

Se tenho hoje minha casa vazia ou cheia: sou feliz! Se vou sair acompanhada ou sozinha: sou feliz! Se meu emprego é bem remunerado ou não: eu sou feliz!

Sou casada, mas era feliz quando estava solteira. Eu sou feliz por mim mesma. As demais coisas, pessoas, momentos ou situações eu chamo de ‘experiências que podem ou não me proporcionar momentos de alegria e tristeza.

Aprendo com as experiências passageiras e vivo as que são eternas como amar, perdoar, ajudar, compreender, aceitar, consolar.

Há pessoas que dizem: hoje não posso ser feliz porque estou doente, porque não tenho dinheiro, porque faz muito calor, porque alguém me insultou, porque alguém deixou de me amar, porque eu não soube me dar valor, porque meu marido não é como eu esperava, porque meus filhos não me fazem felizes, porque meus amigos não me fazem felizes, porque meu emprego é medíocre e por aí vai.

Amo a vida que tenho, mas não porque minha vida é mais fácil do que a dos outros. É porque eu decidi ser feliz como indivíduo e me responsabilizo por minha felicidade.

Quando eu tiro essa obrigação do meu marido e de qualquer outra pessoa, deixo-os livres do peso de me carregar nos ombros.

A vida de todos fica muito mais leve. E é dessa forma que consegui um casamento bem sucedido ao longo de alguns anos, e já o segundo... Nunca deixe nas mãos de ninguém uma responsabilidade tão grande quanto a de assumir e promover sua felicidade.’



(Autor desconhecido)
Dedico este texto ao meu marido, amigos, e todas vcs mulheres interessantes e guerreiras, que espiam meu blog, como Bia P. não B., Virgínias, minha mãe, Betas, Claudinhas, Simones, Lilis, Marcinha, e mais 20 pessoas que me seguem.... são muitas, que se  pudesse...voltaria atrás para consertar algumas pendências, rs. juro que sim!Nunca deixem nas mãos de ninguém uma responsabilidade tão grande quanto a de assumir e promover sua felicidade.’

Bjs,
e com muito frio...
Eu,
 K Vieira