Kari Vieira

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Rio de Janeiro , RJ, Brazil
Ôdekasa, é uma mania regional das pessoas baterem à porta das casas para pedirem informações... São peculiaridades dos "mineiros",das pessoas do interior, das pessoas simples e bem chegadas... O meu Ôdekasa é isso! Chegue mais, com um sorriso no rosto, a paz do interior, o jeito humilde e prestativo de lhe servir uma caneca de café, uma broa de milho, ouvir histórias, músicas, andar com pés no chão, e com uma ternura no olhar sempre! Toc Toc Toc... ÔdeKasa ! Sejam sempre bem vindos!

18 de outubro de 2011

A volta pra casa...




Amadas, voltei! E voltei toda trabalhada no drama e na crise existencial!
Voltar não é fácil. Não que eu desejasse não ter voltado, muito pelo contrário. Sonhava com minha cama, minha casa, minha gaveta arrumada, meu chuveiro, meus perfumes, minhas lavandas de borrifar na cama. Estava roxa de saudade daqui, esse "Odekasa" é mesmo um pedaço de mim, tantos recados fofos me desejando bom trabalho, boas praias,"curta tudo", isso é amor gente, é sério.
Mas chegar e retomar a vida é exatamente a consumação da frase: pegar o bonde andando e sentar na janelinha.
Minha geladeira faz eco, não tem nada das gulozeimas, e o pior vocês ainda não sabem. Minha secretária está de folga por uns 10 dias pois a filhinha operou, ( Saúde Clarinha!).  E vocês sabem o quanto isso interfere com meu hormônio da felicidade!
Por outro lado o trabalho bombou, as praias eram fantásticas, o céu mais lindo do mundo, 40° , muita farra, risadas.Foi fantástico! Recomendo sempre viajar em caravana com músicos!
Voltarei com posts e dicas sobre viagem, virei especialista!
Seguimos com a programação normal!!!!

Beijos , 
Kari

10 de setembro de 2011

Sentir-se amado - Por Martha Medeiros



Texto da jornalista e escritora gaúcha Martha Medeiros, colunista do O Globo, sobre o amor conjugal e a percepção de ser amado em uma relação. É uma observação contra os clichês das demonstrações “amorosas” e pelo crescimento do amor companheiro, honesto e inspirador, importante para contrapesar nossa cultura midiática cheia de visões preconcebidas e sentimentalismo. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro, diz Martha.

Segue o texto na íntegra.
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Sentir-se amado
Por Martha Medeiros
“O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.
Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.
Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?
Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.
Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. “Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho”.
Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. “Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato.”
Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.
Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo”.

Martha, obrigado por me fazer tão bem, por me sentir tão humana...
Beijos 
Kari

21 de agosto de 2011

Caprichos!









Um novo aplicativo que me encantou...estou testando!Tem Itaperuna, Curitiba, Democráticos- Lapa, São Luis do Maranhão, e Bar Itália...
Fico feliz com pequenas coisas , é verdade!!!
bjs!
Kari

18 de agosto de 2011

19 de Agosto - Dia da Fotografia - Uma das minhas grandes paixões.


Em 1839, a magia da fotografia foi apresentada ao mundo. A população incrédula ouviu os detalhes daquele misterioso invento, o daguerreótipo. Como era possível capturar o instante, roubar um pedaço do momento e imprimí-lo em uma superfície?
A fotografia então percorreu um longo caminho. Foi amaldiçoada, maldita e banida. Muitos se dedicaram ao seu estudo e aprimoramento. Finalmente, ela foi aceita e estabelecida como arte para depois ser massificada e acessível a qualquer um.
Daquele 19 de agosto até hoje, a magia da fotografia só cresceu. Temos orgulho de ter essa magia presente em todos os dias da nossa vida e de proporcionar a outras pessoas uma porta de entrada a esse fantástico universo.

Feliz por nada.... Martha Medeiros!




Por: Martha Medeiros



Geralmente, quando uma pessoa exclama Estou tão feliz!, é porque engatou um novo amor, conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada.
Digamos: feliz porque maio recém começou e temos longo oito meses para fazer 2010 um ano memorável. Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque alguém o elogiou. Feliz porque existe uma perspectiva de viagem daqui alguns meses. Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz porque daqui a pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo mais acolhedor do que sua cama.
Esquece. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.
Feliz por nada, nada mesmo?
Talvez passe pela total despreocupação por essa busca. Essa tal de felicidade inferniza. "Faça isso, faça aquilo". A troco? Quem garante que todos chegam lá pelo mesmo caminho?
Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando "realizado", também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de estar vivo.
Bendito os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.
Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto?
A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa.
Ser feliz por nada talvez seja isso.


21 de junho de 2011

No caminho da Roça! Chique no último!

É tempo de pegar o caminho da roça, de vestir a camisa xadrez, dançar quadrilha, comer pipoca doce e tomar quentão. Se o cenário tiver bandeirinhas, fogueira e fartura, melhor ainda. Tradição é bom e a gente gosta, mas isso não quer dizer que a festa junina vá ficar menos autêntica com algumas ideias e toques de criatividade nos quitutes...

Festa junina que se preze tem de ter prenda. E também bingo, milho-verde, cuscuz, bolo de fubá...e barraca do Beijo! 
Damas e cavalheiros, s’imbora colocar a mão na massa! 
Barraca do Beijo sô !

                                                Quentão

Receita de Adriana Dleizer, da Quitutaria
Rendimento serve 12 pessoas
Tempo de preparo 25 min

Ingredientes

500 g de açúcar;
1 l de água;
1 l de pinga;
⅓ de xícara de gengibre descascado e cortado em
pedaços;
15 cravos;
3 paus de canela;
2 laranjas cortadas em rodelas; 1 limão cortado em rodelas.

Modo de fazer

1 Coloque o açúcar emuma panela grande e leve ao fogo até obter um caramelo.
2 Junte os ingredientes restantes, exceto a pinga, e misture bem. Ferva por 10
minutos.
3 Adicione a pinga e ferva por mais 5 minutos!





                    Bolo de fubá com castanha de caju

Receita de Adriana Dleizer, da Quitutaria

Rendimento 1 assadeira de 25 x 30 cm
Tempo de preparo 1 h 20min

Ingredientes
1.xícara de manteiga em temperatura ambiente;
2 xícaras de açúcar;
3 xícaras de castanhas de caju trituradas;
2 colheres (chá) de essência de baunilha;
6 ovos;
raspas da casca de
4 limões;
suco de 1 limão;
1.xícara de fubá;
1.colher (chá) de fermento em pó;
1 pitada de sal;
manteiga e farinha de trigo para untar e polvilhar;
açúcar de confeiteiro para decorar.


Modo de fazer

1 Preaqueça o forno a 180°C (temperatura média). Unte uma assadeira retangular de 25 cmx30 cm com manteiga e polvilhe farinha. Reserve.
2 Na tigela da batedeira, coloque a manteiga e o açúcar. Bata em velocidade alta até obter uma mistura fofa e bem clara. Mude a velocidade para baixa. Acrescente as castanhas trituradas, a essência de baunilha e os ovos, um a um, e continue batendo.
3 Aumente a velocidade e bata por 2 minutos. Mude novamente a velocidade para baixa. Adicione as raspas e o suco de limão, o fubá, o fermento e o sal. Bata até a mistura ficar homogênea.
4 Transfiraamassa para a assadeira untada e leve ao forno para assar por 45 minutos. Para verificar o ponto do bolo, espete um palito na massa. Se sair limpo, está pronto.
5 Desligue o forno, retire o bolo e deixe esfriar. Corte o bolo em quadradinhos, arrume-os numa travessa e polvilhe com açúcar de confeiteiro.

Essa sou EU ....



Já fui julgada
até crucificada.
Já fui enaltecida
e muito amada.
Já fui certa e errada.
Já julguei e condenei.
Me arrependi e me desculpei.
Já fiz de tudo um pouco
porque meu verbo é solto.
Se sinto, preciso falar,
se me incomoda
tenho que questionar.
Mal interpretada costumo ser
mas o que posso fazer
quando preciso dizer
o que vai dentro do meu coração
e bole com a minha emoção.
Já fui injusta com quem não deveria ser
e cruel com quem fez por merecer.
Já fui bondosa e companheira.
Já fui até a enfermeira
de vidas que desabavam.
Já fui bombas que estouravam
em meio a guerras devastadoras.
Já fui a doutora que curou
um coração que se feriu por amor.
Já fui a personagem esquecida
e a atriz principal.
Já fui recatada e imoral.
Já fui alguém que o vento levou
e que trouxe, de volta, por um favor.
Já acertei e errei
adoeci e me curei.
Já pedi e implorei.
Já cedi, vendi e dei.
Já me culpei e me torturei
por tantas coisas que nem sei.
Já corri muito atrás
mas era longe demais
e não consegui chegar.
Já rasguei lembranças
que não prestavam mais.
Já remexi o lixo para achá-las
e de volta, na gaveta, colocá-las.
Já fiz de tudo um pouco
afinal sou normal,
só não posso revelar
o etc e tal.

( Martha Medeiros )

19 de junho de 2011

ESTAMOS COM FOME DE AMOR – (ARNALDO JABOR)



Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos “personal dance”, incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvída?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão “apenas” dormir abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.
Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a “sentir”, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos
ORKUT, o número que comunidades como: “Quero um amor pra vida toda!”, “Eu sou pra casar!” até a desesperançada “Nasci pra ser sozinho!” Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí?Seja ridículo, não seja frustrado, “pague mico”, saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: “vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida”.

**Antes idiota que infeliz!**

15 de junho de 2011

Para quem me odeia. ( Fernanda Young)




 Devo ter alguém, para ler isto...umas se foram, outras chegaram...coisas da vida,  rs !






                                                                                                                                                     Eu te amo. E não seria metade do que sou sem você, juro.
É seu ódio profundo que me dá forças para continuar em frente, exatamente da minha maneira.
Prometa que nunca vai deixar de me odiar ou não sei se a vida continuaria tendo sentido para mim.
Eu vagaria pelas ruas insegura, sem saber o que fiz de tão errado.
Se alguém como você não me odeia, é porque, no mínimo, não estou me expressando direito.
Sei que você vive falando de mim por aí sempre que tem oportunidade, e esse tipo de propaganda boca a boca não tem preço.
Ainda mais quando é enfática como a sua - todos ficam interessados em conhecer uma pessoa que é assim, tão o oposto de você.
E convenhamos: não existe elogio maior do que ser odiado pelos odientos, pelos mais odiosos motivos.
Então, ser execrada por você funciona como um desses exames médicos mais graves, em que "negativo" significa o melhor resultado possível.
Olha, a minha gratidão não tem limites, pois sei que você poderia muito bem estar fazendo outras coisas em vez de me odiar - cuidando da sua própria vida, dedicando-se mais ao seu trabalho, estudando um pouco.
Mas não: você prefere gastar seu precioso tempo me detestando.
Não sei nem se sou merecedora de tamanha consideração.
Bom, como você deve ter percebido, esta é uma carta de amor.
E, já que toda boa carta de amor termina cheia de promessas, eis as minhas:
Prometo nunca te decepcionar fazendo algo de que você goste. Ao contrário, estou caprichando para realizar coisas que deverão te deixar ainda mais nervoso comigo.
Prometo não mudar, principalmente nos detalhes que você mais detesta. Sem esquecer de sempre tentar descobrir novos jeitos de te deixar irritado.
Prometo jamais te responder à altura quando você for, eventualmente, grosseiro comigo, ao verbalizar tão imenso ódio. Pois sei que isso te faria ficar feliz com uma atitude minha, sendo uma ameaça para o sentimento tão puro que você me dedica.
Prometo, por último, que, se algum dia, numa dessas voltas que a vida dá, você deixar de me odiar sem motivo, mesmo assim continuarei te amando. Porque eu não sou daquelas que esquece de quem contribuiu para seu sucesso.
Pena que você não esteja me vendo neste momento, inclusive, pois veria o meu sincero sorrisinho agradecido - e me odiaria ainda mais.

Com amor, da sua eterna."

Fernanda Young

3 de junho de 2011







"Gostaria que meu coração fosse como uma porta giratória por onde as pessoas entrassem e saíssem sem que eu desse a mínima. Apenas passassem por mim, deixando souvenirs mas não marcas.
Gostaria de esquecer mais facilmente e recordar com tranqüilidade.
Achar que o sexo é complicado e que o amor é simples.
Deduzir menos e respirar profundamente antes de agir.
Deixar de sentir que um ácido corrói meus ossos e sonhos sempre que alguém parte.
Fazer minha metade vítima parar de chorar por perdas passadas que, de tão dolorosamente lembradas, repetem-se no presente.
Ser menos incoerente.
Parar de dar a alma pelo azul e—amedrontada com a vulnerabilidade de doar-se— trair o azul com o castanho, como diria Paulo Mendes Campos.
Gostaria que minhas neuroses— paradas, imóveis, colocadas de castigo com os rostos voltados para a parede mas sempre à espreita—deixassem de me assustar na hora mais profunda e plácida da noite, congelando meus pensamentos e liquefazendo as sensações, fundindo-as todas em uma poça de suor e esperança.
Amar intensamente o possível e ignorar o distante, difícil, complicado.
Andar leve, abandonar o lastro.
Nunca mais dizer “eu odeio”, “boçal”, “trepar” e “tenho medo”.
Dizer muito mais “sossego”, “adoro quando você fala isso”, “que gostoso”, “sim”.
Gostaria de me tornar a materialização da paz satisfeita de um gato ao sol.
Trocar a ansiedade deterioradora por uma bala de menta.
Ter a pele mais grossa.
Gostaria que alguns deixassem de existir para dar espaço para outros andarem mais livres. Sobraria mais ar. Puro. E então essas pessoas seriam mais bobas, comeriam com as mãos, teriam auto-ironia, andariam descalças com freqüência, cobrariam menos, amariam mais e não veriam a felicidade alheia como uma ameaça para a sua própria.
Mas o que mais gostaria, acima de tudo, é que meu coração fosse como uma porta giratória por onde o amor entrasse facilmente.
E não saísse."

(Ailin Aleixo)

20 de maio de 2011

oração . D'a banda mais bonita da cidade!



Cabe o meu amooorrrr !
Um vídeo que conquistou o Brasil pela Internet!
Super Criativo, de Curitiba, Claro! Rs

O vídeo da música 'Oração', d'A Banda Mais Bonita da Cidade, rodado em plano-sequência, e divulgado na ultima terça-feira (17) no YouTube, virou hit na internet com mais de 350 mil visualizações nos primeiros dois dias de publicado. Até a tarde deste sábado (21), a marca foi dobrada e o vídeo contava com mais 797 mil visualizações, com mais de 15 mil aprovações.

A banda é formada pelos curitibanos Uyara Torrente (vocal), Vinícius Nisi (violão, teclado e piano infantil), Rodrigo Lemos (ukulele e guitarra), Diego Plaça (violão e baixo) e Luís Bourscheidt (percussão e bateria). Dezesseis pessoas participaram do clipe, entre elas o compositor da música, Leo Fressato que é amigo da banda.
A ideia do clipe é simples. Era pra ser um vídeo bonitinho, com amigos reunidos para tocar e pessoas fofinhas, mas, além disso, o que realmente chamou a atenção foi a qualidade do vídeo de seis minutos filmados em plano-sequência.
Claramente inspirado no clipe de Nantes do grupo norte-americano Beirut, o cantor e compositor Leo Fressato (que não faz parte da banda) foi filmado passeando com um microfone dentro da casa. Pelo caminho vai encontrando músicos que o acompanham com diversos instrumentos.
Em entrevista dada ao Portal do Estadão, o guitarrista do grupo, Rodrigo Lemos, 27 anos, falou da intenção inicial do grupo. "A gente tinha o zelo de fazer o filme, bonitinho e tal. Mas estávamos totalmente descompromissados" disse Rodrigo.
"Os shows sempre foram animados, tiveram essa estética do clipe naturalmente, mas nunca fomos uma banda de tocar todo final de semana", ressaltou Rodrigo ao Portal do Estadão.
Todos os integrantes tocam em outras bandas, mas pretendem continuar o trabalho de dois anos d'A Banda Mais Bonita da Cidade.

15 de maio de 2011

Alegria na tristeza...


O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil.

O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.
Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.

Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.

Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.

Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.

Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.

Martha Medeiros

O alimento da alma...

Hoje abri minha caixinha de poesias, e me deparei com essa maravilha simples e sutil do Py...adoro! Esta foto é minha, estava indo para "Santa Felicidade" em Curitiba...amei esta casinha...as janelas são pintadas...parece um desenho de criança..

É sempre bom lembrar, que nossa alma alimenta se da esperança de que as coisas possam mudar para melhor...
Para ser otimista não é necessário inventar nada, basta lembrar de tudo de ruim que já aconteceu e de como as situações terríveis pelas quais passamos foram resolvidas, superadas, ou chegaram ao fim...
Depois da tempestade, vem a bonança, quem apostar no final feliz, ganhará sempre...

Moral da História:
"noventa por cento das piores catástrofes da minha vida, simplesmente não aconteceu..."
(Luiz Alberto Py)

Beijos e boa semana pra todos!
Kari.